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Emilene Ramos
Tratamento Avançado de Feridas

Terapia a Laser em Feridas, Queimaduras e Úlceras: Como Pode Ser Utilizada?

Foto do escritor: SAÚDE LASER
SAÚDE LASER
31 de jul.
4 min de leitura

Atualizado: 14 de set.

A fotobiomodulação, também conhecida como laserterapia de baixa intensidade, é uma tecnologia utilizada como recurso complementar no cuidado de feridas, queimaduras e úlceras.

A luz aplicada sobre a região lesionada interage com as células e pode favorecer processos relacionados ao controle da inflamação, ao alívio da dor e ao reparo dos tecidos. Por ser uma terapia não invasiva e não produzir cortes ou aquecimento significativo, pode ser incorporada ao curativo e a outras medidas necessárias à cicatrização.

O que é a terapia a laser?

A fotobiomodulação utiliza luz de baixa intensidade para estimular respostas biológicas no tecido.

Diferentemente dos lasers cirúrgicos ou ablativos, ela não corta nem remove tecidos. A aplicação é localizada e os parâmetros são definidos conforme o tipo, a fase e as características da lesão.

Como o laser atua na cicatrização?

A luz é absorvida por componentes das células e pode influenciar atividades relacionadas à produção de energia celular, à resposta inflamatória e à reparação dos tecidos.

Na prática, a terapia pode contribuir para:

  • modulação da inflamação;

  • redução da dor em determinadas situações;

  • formação do tecido de reparação;

  • evolução da área lesionada;

  • apoio ao processo de cicatrização.

Os efeitos dependem da avaliação da ferida e da escolha adequada dos parâmetros. Por isso, a aplicação deve ser realizada por profissional capacitado.

Quais são as vantagens da fotobiomodulação?

Terapia não invasiva

A aplicação é realizada sobre a região tratada, sem cortes ou remoção de tecidos pelo equipamento.

Aplicação localizada

A luz pode ser direcionada para pontos específicos da ferida e para as áreas ao redor, conforme o objetivo do tratamento.

Integração com outros cuidados

A fotobiomodulação pode ser associada aos curativos, às coberturas e a outras tecnologias utilizadas no plano terapêutico.

Tratamento individualizado

A dose, o comprimento de onda e a frequência das aplicações são definidos de acordo com as características da lesão e a evolução apresentada.

Possibilidade de utilização em diferentes lesões

A tecnologia pode integrar o cuidado de feridas agudas ou crônicas, queimaduras, lesões por pressão e úlceras de diferentes causas, desde que exista indicação profissional.

Em quais situações o laser pode ser utilizado?

Feridas agudas e cirúrgicas

Em feridas recentes e em determinados processos de recuperação cirúrgica, a fotobiomodulação pode ser utilizada para favorecer o reparo tecidual e auxiliar no controle da dor e da inflamação.

As feridas cirúrgicas devem continuar seguindo as orientações da equipe responsável pelo procedimento.

Queimaduras

Em queimaduras selecionadas, o laser pode contribuir para a modulação da inflamação, o alívio da dor e o processo de reparação da pele.

Antes da aplicação, é necessário avaliar a profundidade, a extensão e a localização da queimadura. Lesões extensas, profundas, elétricas ou químicas exigem atendimento especializado.

Lesões por pressão

A fotobiomodulação pode ser incorporada ao tratamento das lesões por pressão para apoiar a recuperação do tecido.

O cuidado também deve incluir medidas como redução da pressão sobre a área, mudança de posicionamento, controle da umidade e atenção ao estado nutricional.

Úlceras relacionadas ao diabetes

Nas úlceras do pé diabético, o laser pode atuar como tecnologia complementar ao cuidado local e às medidas necessárias para favorecer a cicatrização.

Também devem ser avaliados a circulação, a sensibilidade, o controle glicêmico, a presença de infecção e a necessidade de retirada da pressão sobre o local.

Úlceras venosas e arteriais

A fotobiomodulação pode integrar o plano de cuidados das úlceras vasculares, mas a causa da lesão precisa ser identificada e tratada.

Nas úlceras venosas, a terapia compressiva pode ser fundamental quando devidamente indicada. Nas arteriais, a avaliação da circulação e o acompanhamento vascular são essenciais.

Como é realizado o tratamento?

O atendimento geralmente começa com uma avaliação clínica da pessoa e da lesão. São observados fatores como:

  • causa e tempo de existência da ferida;

  • profundidade e tecidos presentes;

  • tipo e quantidade de líquido que saem da ferida (exsudato);

  • condições da pele ao redor;

  • presença de dor ou sinais de infecção;

  • circulação e sensibilidade da região;

  • doenças e medicamentos que possam interferir na cicatrização.

Após essa avaliação, o profissional define os parâmetros do laser, os pontos de aplicação, os curativos necessários e a frequência de acompanhamento.

A evolução deve ser registrada e reavaliada periodicamente, permitindo ajustar o plano de cuidados conforme a resposta apresentada.

A aplicação é dolorosa?

A fotobiomodulação de baixa intensidade geralmente não provoca dor nem aquecimento significativo, o que favorece sua utilização em pessoas com lesões sensíveis.

A dor decorrente da própria ferida, entretanto, deve ser acompanhada. Dor intensa ou que aumenta pode indicar alguma complicação e precisa ser investigada.

O laser substitui os demais cuidados?

Não. A fotobiomodulação potencializa o plano de cuidados, mas não substitui medidas essenciais, como:

  • limpeza adequada e uso de coberturas;

  • alívio da pressão sobre a ferida;

  • avaliação da circulação;

  • terapia compressiva quando indicada;

  • controle do diabetes;

  • tratamento de infecções;

  • acompanhamento nutricional e multiprofissional.

Os melhores resultados dependem da combinação entre o cuidado da ferida, o controle de sua causa e o acompanhamento da saúde da pessoa.

O que dizem as evidências?

Estudos clínicos apontam benefícios potenciais da fotobiomodulação no reparo de alguns tipos de feridas e no controle da dor. As pesquisas incluem aplicações em úlceras relacionadas ao diabetes, feridas cirúrgicas, queimaduras e outras lesões cutâneas.

Os resultados variam conforme a causa da lesão, os parâmetros utilizados e os cuidados associados. Isso reforça a importância de uma indicação individualizada e do acompanhamento da evolução.

Informação em saúde

A fotobiomodulação amplia as possibilidades de cuidado de feridas, queimaduras e úlceras. É uma tecnologia não invasiva, aplicável de forma localizada e que pode ser integrada a curativos e outras terapias.

Sua utilização deve ser precedida de avaliação clínica integral, conforme estabelece a Resolução Cofen nº 787/2025. A indicação e os parâmetros precisam considerar as características da lesão e as necessidades de cada pessoa.

Fontes consultadas


__________


💬 Emilene Ramos - Laserterapia no Tratamento de Feridas, Úlceras e Queimaduras.

Diretora e Responsável Técnica da Saúde Laser - Porto Velho - RO.


Está com uma ferida, queimadura ou úlcera que não cicatriza? Fale diretamente com a especialista e saiba como funciona a avaliação.



 
 
 

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2 comentários


Júlia Rodrigues
Júlia Rodrigues
07 de ago.

Conteúdo excelente!

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SAÚDE LASER
SAÚDE LASER
08 de ago.
Respondendo a

Olá, Júlia. Grata por seu comentário!

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Nota:  Conteúdo de caráter informal.
Não  constitui  referência  acadêmica.
Não substitui a consulta e o diagnóstico profissional.

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