Terapia a Laser em Feridas, Queimaduras e Úlceras: Como Pode Ser Utilizada?
Atualizado: 14 de set.
A fotobiomodulação, também conhecida como laserterapia de baixa intensidade, é uma tecnologia utilizada como recurso complementar no cuidado de feridas, queimaduras e úlceras.
A luz aplicada sobre a região lesionada interage com as células e pode favorecer processos relacionados ao controle da inflamação, ao alívio da dor e ao reparo dos tecidos. Por ser uma terapia não invasiva e não produzir cortes ou aquecimento significativo, pode ser incorporada ao curativo e a outras medidas necessárias à cicatrização.
O que é a terapia a laser?
A fotobiomodulação utiliza luz de baixa intensidade para estimular respostas biológicas no tecido.
Diferentemente dos lasers cirúrgicos ou ablativos, ela não corta nem remove tecidos. A aplicação é localizada e os parâmetros são definidos conforme o tipo, a fase e as características da lesão.
Como o laser atua na cicatrização?
A luz é absorvida por componentes das células e pode influenciar atividades relacionadas à produção de energia celular, à resposta inflamatória e à reparação dos tecidos.
Na prática, a terapia pode contribuir para:
modulação da inflamação;
redução da dor em determinadas situações;
formação do tecido de reparação;
evolução da área lesionada;
apoio ao processo de cicatrização.
Os efeitos dependem da avaliação da ferida e da escolha adequada dos parâmetros. Por isso, a aplicação deve ser realizada por profissional capacitado.
Quais são as vantagens da fotobiomodulação?
Terapia não invasiva
A aplicação é realizada sobre a região tratada, sem cortes ou remoção de tecidos pelo equipamento.
Aplicação localizada
A luz pode ser direcionada para pontos específicos da ferida e para as áreas ao redor, conforme o objetivo do tratamento.
Integração com outros cuidados
A fotobiomodulação pode ser associada aos curativos, às coberturas e a outras tecnologias utilizadas no plano terapêutico.
Tratamento individualizado
A dose, o comprimento de onda e a frequência das aplicações são definidos de acordo com as características da lesão e a evolução apresentada.
Possibilidade de utilização em diferentes lesões
A tecnologia pode integrar o cuidado de feridas agudas ou crônicas, queimaduras, lesões por pressão e úlceras de diferentes causas, desde que exista indicação profissional.
Em quais situações o laser pode ser utilizado?
Feridas agudas e cirúrgicas
Em feridas recentes e em determinados processos de recuperação cirúrgica, a fotobiomodulação pode ser utilizada para favorecer o reparo tecidual e auxiliar no controle da dor e da inflamação.
As feridas cirúrgicas devem continuar seguindo as orientações da equipe responsável pelo procedimento.
Queimaduras
Em queimaduras selecionadas, o laser pode contribuir para a modulação da inflamação, o alívio da dor e o processo de reparação da pele.
Antes da aplicação, é necessário avaliar a profundidade, a extensão e a localização da queimadura. Lesões extensas, profundas, elétricas ou químicas exigem atendimento especializado.
Lesões por pressão
A fotobiomodulação pode ser incorporada ao tratamento das lesões por pressão para apoiar a recuperação do tecido.
O cuidado também deve incluir medidas como redução da pressão sobre a área, mudança de posicionamento, controle da umidade e atenção ao estado nutricional.
Úlceras relacionadas ao diabetes
Nas úlceras do pé diabético, o laser pode atuar como tecnologia complementar ao cuidado local e às medidas necessárias para favorecer a cicatrização.
Também devem ser avaliados a circulação, a sensibilidade, o controle glicêmico, a presença de infecção e a necessidade de retirada da pressão sobre o local.
Úlceras venosas e arteriais
A fotobiomodulação pode integrar o plano de cuidados das úlceras vasculares, mas a causa da lesão precisa ser identificada e tratada.
Nas úlceras venosas, a terapia compressiva pode ser fundamental quando devidamente indicada. Nas arteriais, a avaliação da circulação e o acompanhamento vascular são essenciais.
Como é realizado o tratamento?
O atendimento geralmente começa com uma avaliação clínica da pessoa e da lesão. São observados fatores como:
causa e tempo de existência da ferida;
profundidade e tecidos presentes;
tipo e quantidade de líquido que saem da ferida (exsudato);
condições da pele ao redor;
presença de dor ou sinais de infecção;
circulação e sensibilidade da região;
doenças e medicamentos que possam interferir na cicatrização.
Após essa avaliação, o profissional define os parâmetros do laser, os pontos de aplicação, os curativos necessários e a frequência de acompanhamento.
A evolução deve ser registrada e reavaliada periodicamente, permitindo ajustar o plano de cuidados conforme a resposta apresentada.
A aplicação é dolorosa?
A fotobiomodulação de baixa intensidade geralmente não provoca dor nem aquecimento significativo, o que favorece sua utilização em pessoas com lesões sensíveis.
A dor decorrente da própria ferida, entretanto, deve ser acompanhada. Dor intensa ou que aumenta pode indicar alguma complicação e precisa ser investigada.
O laser substitui os demais cuidados?
Não. A fotobiomodulação potencializa o plano de cuidados, mas não substitui medidas essenciais, como:
limpeza adequada e uso de coberturas;
alívio da pressão sobre a ferida;
avaliação da circulação;
terapia compressiva quando indicada;
controle do diabetes;
tratamento de infecções;
acompanhamento nutricional e multiprofissional.
Os melhores resultados dependem da combinação entre o cuidado da ferida, o controle de sua causa e o acompanhamento da saúde da pessoa.
O que dizem as evidências?
Estudos clínicos apontam benefícios potenciais da fotobiomodulação no reparo de alguns tipos de feridas e no controle da dor. As pesquisas incluem aplicações em úlceras relacionadas ao diabetes, feridas cirúrgicas, queimaduras e outras lesões cutâneas.
Os resultados variam conforme a causa da lesão, os parâmetros utilizados e os cuidados associados. Isso reforça a importância de uma indicação individualizada e do acompanhamento da evolução.
Informação em saúde
A fotobiomodulação amplia as possibilidades de cuidado de feridas, queimaduras e úlceras. É uma tecnologia não invasiva, aplicável de forma localizada e que pode ser integrada a curativos e outras terapias.
Sua utilização deve ser precedida de avaliação clínica integral, conforme estabelece a Resolução Cofen nº 787/2025. A indicação e os parâmetros precisam considerar as características da lesão e as necessidades de cada pessoa.
Fontes consultadas
__________
💬 Emilene Ramos - Laserterapia no Tratamento de Feridas, Úlceras e Queimaduras.
Diretora e Responsável Técnica da Saúde Laser - Porto Velho - RO.
Está com uma ferida, queimadura ou úlcera que não cicatriza? Fale diretamente com a especialista e saiba como funciona a avaliação.


Conteúdo excelente!